Mostrando postagens com marcador Previdência Social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Previdência Social. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de janeiro de 2017

Corisco, o justo justiceiro: Ói eu, mais uma vez !


Eita meu nego, minha nega!...

O negócio foi feito.

Perdemos a garantia

Do Estado de Direito.

Vejam só !

Dos direitos trabalhistas

Podemos ficar órfãos.

A Nação deve cuidar de todos os seus filhos

O mundo em que vivemos, organizado por patrões, obedece um pensamento egoísta e cruel. Dizem que todo mundo é igual mas que ninguém tem compromisso nem deve nada à ninguém. É cada um por si, o reino do individualismo.


No inicio do capitalismo, trabalhador chegando à velhice perdia o emprego. Não havia quem cuidasse dele. A velhice era uma desgraça. Abandono e miséria. Muitas lutas foram necessárias para criar leis que ajudassem os velhos em fim de carreira.

sábado, 28 de janeiro de 2017

O que o governo quer

Ora, considerando somente as contribuições dos trabalhadores e das empresas, é claro que a previdência não dá para pagar as aposentadorias, então o Governo quer reformá-la da seguinte maneira:

APOSENTADORIA
COMO É HOJE
O QUE QUER O GOVERNO
idade mínima
(aposentadoria integral)
60 anos para homens
55 para mulheres
65 anos para todos

PORQUE A PREVIDÊNCIA NÃO PRECISA DE REFORMA

O CORISCO não quer enganar o povo, por isso vai provar o que diz.

Em 1988 o povo brasileiro elegeu deputados constituintes para modificar a nossa Constituição, que estava desatualizada.

A Constituição é o conjunto de leis que regula a convivência entre todas as cidadãs e os cidadãos brasileiros, e diz o que o Estado deve fazer para proteger todas as pessoas.

A Assembléia Constituinte criou a Seguridade Social, que é o sistema oficial que cuida da Saúde, da Assistência e da Previdência Social.

Será mesmo necessária a reforma da previdência?


Para que a reforma da previdência que o governo tanto prega?

Para pagar os juros da dívida pública aos banqueiros e grandes capitalistas (rentistas). Então o governo está mentindo a todo o povo brasileiro?

Sim está, pois a previdência não precisa de reforma. O governo mente quando diz que se não fizer a reforma daqui a algum tempo não terá mais dinheiro para pagar as aposentadorias.

E agora, como é que fica? O governo diz e a mídia (TV, jornais, rádio...) reforça, que se não reformar a previdência os aposentados, daqui a pouco, ficarão sem receber dinheiro e vem o CORISCO dizer que não é nada disso.

Vamos ver quem tem razão!

----
Corisco 4



Um pouco de História : A Previdência no Brasil

Os trabalhadores brasileiros lutam pelo direito à previdência social e aposentadoria há mais de cem anos. No tempo do Império, até 1888, não havia nenhuma lei que garantisse o direito dos trabalhadores à aposentadoria. Em 1888, a Princesa Isabel, assinou uma lei que dava o direito à aposentadoria aos empregados dos Correios que tivessem mais de 60 anos de idade e depois de 30 anos de trabalho. Essa lei foi resultado de muita luta dos carteiros, que fizeram uma grande greve no Rio de Janeiro.

domingo, 18 de dezembro de 2016

A Aposentadoria e a Vida das Mulheres

       O Governo Federal, do presidente Michel Temer, apresentou no início de Dezembro a proposta de reforma da Previdência Social, em que, entre outros pontos, tem colocado como medida o aumento da idade mínima de aposentadoria para 65 anos  para as trabalhadoras e os trabalhadores das cidades e do campo (hoje as mulheres da cidade têm direito de se aposentar aos 60 anos e os homens, aos 65 anos; as trabalhadoras rurais aos 55 anos, e os trabalhadores rurais aos 60 anos).
       A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 exige que todos os trabalhadores contribuam por 25 anos com o INSS e atinjam a idade de 65 anos para poder se aposentar, não sendo possível se aposentar sem essas duas exigências.

sábado, 29 de outubro de 2016

Governo discute cobrar INSS de aposentados, mas protege ricos de taxação

Leonardo Sakamoto
Se a equipe responsável por desenhar a Reforma da Previdência confirmar que o governo federal deve propor a possibilidade de cobrança de contribuição ao INSS de todos os aposentados, teremos algumas comprovações – isso, é claro, se ainda restar um país depois dos protestos causados pela aprovação dessa medida.
Primeiro, ficará comprovado que o governo Michel Temer acha que desiguais, ricos e pobres, devem ser tratados de forma desigual. Não como deveria ser, com os trabalhadores sendo mais protegidos pelo Estado por sua condição de vulnerabilidade econômica e social. Mas com as pessoas que dependem do INSS mensalmente para sobreviver, ou seja, a camada mais pobre da sociedade, tendo que voltar a contribuir com a Previdência para ajudar nas contas do país.
Enquanto isso, o governo evita discutir a taxação de dividendos recebidos de empresas (como acontecia antigamente e como é feito em todo o mundo), a fazer uma alteração decente na tabela do Imposto de Renda (criando novas alíquotas para cobrar mais de quem ganha muito e isentando a maior parte da classe média), a regulamentar um imposto sobre grandes fortunas e aumentar a taxação de grandes heranças (seguindo o modelo norte-americano ou europeu).
Isso poderia ajudar o caixa da Previdência e serviria como política de redistribuição ao mesmo tempo, o que é sempre bem vindo em um país concentrador de riqueza como o Brasil. Mostraria também que somos uma democracia de verdade, com o chicote estalando no lombo de ricos e pobres.
Segundo, mostrará que o governo utiliza-se de malabarismos semânticos e lógicos para tentar justificar o injustificável. Segundo os estudos em curso, trazidos à tona em matéria da Folha de S.Paulo, deste sábado (29), o trabalhador que recebe bruto um salário mínimo quando está na ativa sofre o desconto do INSS. Então, pela lógica da equipe de Temer, ele deveria ser continuar sendo descontados e receber o mesmo valor quando aposentado e não o valor cheio.
Não importa que os gastos extras com saúde de uma pessoa idosa sejam maiores que de uma pessoa jovem e saudável. Não importa que a pessoa não receba mais FGTS ou tenha acesso a benefícios dos trabalhadores da ativa. O que importa é o cálculo nominal, frio e desumanizado. O valor de R$ 70,40 pode não representar nada para governantes e magistrados que discutem hoje a redução de direitos. Mas para quem recebe uma merreca de aposentadoria de R$ 880,00 pode ser a diferença em ter dignidade ou não.
Por fim, o governo Michel Temer, com esses estudos e balões de ensaio, segue mostrando que acha que o Brasil é um grande escritório com ar condicionado.
Um dos objetivos da Reforma da Previdência é manter os trabalhadores no mercado de trabalho. Usa para isso a justificativa que a expectativa de vida aumentou, a população mais jovem diminuiu e é necessário alterar as leis para garantir que aposentadorias continuem sendo pagas – o que não discordo de uma maneira geral.
Para isso, querem uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. Aí reside o problema. Normalmente quem defende a imposição dessa idade somos nós, jornalistas, cientistas sociais, economistas, administradores públicos e privados, advogados, políticos. Pessoas que não costumam carregar sacos de cimento nas costas durante toda uma jornada de trabalho, cortar mais de 12 toneladas de cana de açúcar diariamente, queimar-se ao produzir carradas de carvão vegetal para abastecer siderúrgicas e limpar pastos ou colher frutas sob um sol escaldante. Afinal de contas, o que são 65 anos para nós, que trabalhamos em atividades que nos exigem muito mais intelectualmente?
Diante da incapacidade de se colocar no lugar do outro, do trabalhador e da trabalhadora que dependem de sua força física para ganhar o pão, no campo e na cidade, esquecemos que seus corpos se degradam a uma velocidade muito maior que a dos nossos. E a menos que tenham tirado a sorte grande na loteria da genética, eles tendem a ter uma vida mais curta (e sofrida) que a nossa. Aos 14 anos, muitos deles já estavam na luta e nem sempre apenas como aprendizes, como manda a lei. Às vezes, começaram no batente até antes, aos 12, dez ou menos.
O ideal seria, antes de fazer uma Reforma da Previdência Social, garantirmos a qualidade do trabalho, melhorando o salário e a formação de quem vende sua força física, proporcionando a eles e elas qualidade de vida – seja através do desenvolvimento da tecnologia, seja através da adoção de limites mais rigorosos para a exploração do trabalho. O que tende a aumentar, é claro, a produtividade.
Mas como isso está longe de acontecer, o governo deveria estar discutindo o estabelecimento de um regime diferenciado para determinadas categorias nessa reforma para proteger os trabalhadores que se esfolam fisicamente durante sua vida economicamente útil. O que não seria algo simples, claro, pois em algumas delas os profissionais são levados aos limites e aposentados não por danos físicos, mas psicológicos, chegando aos 60 sem condições de desfrutar o merecido descanso.
É claro que o Brasil precisa alterar os parâmetros de sua Previdência Social e mesmo atualizar a CLT. O país está mais velho e isso deve ser levado em consideração para os que, agora, ingresso no mercado de trabalho. Mas a reforma da Previdência que vem sendo desenhada por Michel Temer sob a benção de Henrique Meirelles ignora que há milhões de trabalhadores que começaram cedo na labuta e, exauridos de força, mal estão chegando vivos a essa idade.
Portanto, é um caso de delinquência política e social que vem sendo aplaudido por setores e grupos para os quais R$ 70,40 significa apenas o preço da caipiroska no almoço de sábado.
Fonte: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/10/29/governo-discute-cobrar-inss-de-aposentados-mas-protege-ricos-de-taxacao/